Maiores taxas de vacinação levam a menos rotavírus
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Maiores taxas de vacinação levam a menos rotavírus

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Desde a introdução da vacina contra o rotavírus em 2006, a cobertura total permanece inferior a outras vacinas, e esta doença diarreica continua a ocorrer. Um estudo publicado na revista Pediatrics de fevereiro de 2015 sugere que a falha na cobertura vacinal de crianças elegíveis pode contribuir para a transmissão da doença por rotavírus. Outro grupo vulnerável parece ser o de prematuros com internações prolongadas em UTIs neonatais. As recomendações atuais impedem a administração desta vacina durante a internação em uma UTI neonatal, porque ela é uma vacina de vírus vivo atenuado. Como resultado, por causa da estadia prolongada em UTI, muitos prematuros não têm idade elegível para receber a vacina contra o rotavírus na alta, deixando-os suscetíveis à doença. Autores do estudo concluem que, enquanto os esforços para avaliar a segurança da vacina contra o rotavírus estão em andamento, os resultados deste estudo devem ser usados para testar os riscos e benefícios da administração da vacina antes da alta de prematuros das UTIs. Para todos os pais, nossa recomendação é de vacinar os seus filhos nas datas indicadas do calendário vacinal conforme a orientação do Ministério da Saúde ou da Sociedade Brasileira de Pediatria. Leia também: Vacinas de rotavírus e seus impactos Fonte: Pediatrics fev 2015, “Variation in Rotavirus Vaccine Coverage by Provider Location and Subsequent Disease" Atualizado em 24 de julho de 2024
Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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