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Unidos pela ciência
0 —- Imunodeficiências primárias, tais como Imunodeficiência Combinada Grave, (SCID), Deficiências de anticorpos, Síndrome da Hiper IgM, Defeitos da Imunidade Inata, Doença Granulomatosa Crônica e Defeitos do Eixo IL-12/IFN-y (diagnóstico de micobacterioses e micoses sistêmicas).
- Produção de vacinas com utilização de VLPs (Virus-like particle) para dengue, chikungunya, zika e covid-19.
- Construção de linhagens celulares (hibridomas) para desenvolvimento de imunobiológicos.
O laboratório é usado também para produção de vacinas: utilização de VLPs para dengue, chikungunya, zika e Covid-19. Foto: Sarah Daltri[ /caption]
A importância dos exames cresceu especialmente durante o auge da variante ômicron da covid-19, época em que o hospital bateu recorde de absenteísmo de funcionários. “Embora a doença claramente fosse mais leve, não podíamos deixar uma pessoa contaminada no ambiente hospitalar, tanto pelos colegas de trabalho como pelos pacientes”, diz Fátima Rodrigues Fernandes, diretora executiva do PENSI. “Então montamos um processo em 2021 no qual todo funcionário com qualquer sintoma sugestivo de síndrome gripal nem passava pelo médico do trabalho. Faziam uma triagem no pronto-socorro e já vinham para o PENSI. A gente chegou a fazer 30, 40 testes por dia. A sinergia foi muito grande.”
Apesar desse apoio fundamental, a atuação no período da pandemia foi uma excepcionalidade. O propósito do laboratório é bem maior. Para um instituto de pesquisa ser inovador, diferenciado e relevante nas áreas em que atua, é fundamental ter um laboratório para chamar de seu. Para um hospital ser considerado de ponta, é fundamental oferecer a seus pacientes acesso a diagnósticos e tratamentos inovadores, que possam ser uma alternativa importante no caso de doenças raras, e garantir ao corpo clínico a capacitação e atualização constantes nas práticas assistenciais.
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Citômetro de fluxo: avaliação de células brancas (leucócitos) no sangue. Foto: Sarah Daltri[ /caption]
Pesquisas translacionais
Além de ser frequentado por pesquisadores renomados como o próprio Condino Neto, Gustavo Cabral, Gustavo Wandalsen, Mauro Fisberg, Edson Amaro, Edina Koga, entre outros, o laboratório é também usado pelos alunos da pós-graduação do ICB, da USP. “Eles ficam divididos entre estudar, pesquisar as bases de dados e colocar em prática ações laboratoriais”, conta a bióloga que cuida do laboratório, Maria da Luz Fernandes, a Madá. “Aí discutem com o professor, que no nosso caso é o assessor, e então tem todo um trabalho deles de ver qual teste têm de fazer, o que têm de comprar, com qual abordagem, se vão usar célula, sangue, e por aí vai.” Além dos alunos das universidades, o laboratório também tem sido apoio para pesquisas de pós-graduação de profissionais do corpo clínico do Sabará. A médica Anna Clara Rabha, que atende no pronto-socorro, por exemplo, realizou seu mestrado estudando as características clínicas e laboratoriais de crianças com covid-19 atendidas no hospital.
Sendo um instituto de pesquisa que vai além da observação clínica para estudar os mecanismos das doenças, o PENSI investiu em um laboratório capaz de abrigar pesquisas modernas translacionais, ou seja, pesquisas científicas que objetivam reduzir o distanciamento entre a produção do conhecimento nos laboratórios e a aplicação prática na medicina, nos serviços de saúde, por meio de intervenções inovadoras para a população. O laboratório também faz todo o sentido como suporte de um grande hospital pediátrico que atende diversas especialidades, como é o Sabará. Assim, PENSI e Sabará são cada vez mais unidos pela inovação e pela ciência.
P.S.: Se você trabalha no Sabará e não conhece o laboratório, agende uma visita.
TEXTO: Rede Galápagos
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